sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Sem controle.

Lançado em 2007, “Sem Controle” é um desses filmes de prender o público em frente à tela. Nele Edu Moscovis vive na pele a história de Danilo, um diretor de teatro,  que após ver sua última criação teatral fracassar sucumbe a uma grave crise emocional. Porém, ajudado por Dra. Márcia (Vanessa Gerbeli) Danilo é levado a uma clínica de doentes mentais a fim de repousar. Nesta clínica Danilo envolve-se com Aline (Milena Toscano), uma garota sedutora que a princípio esconde o fato de ser uma paciente do local. Após recuperar-se Danilo é convidado a dar aulas na clínica e só então seu envolvimento com Aline o coloca em apuros.
Definitivamente, “Sem Controle” é um filme espetacular, que conta com um enredo absolutamente original e com as grandes atuações de Edu Moscovis e Milena Toscano (melhor atriz no Festival de Cinema Brasileiro de Los Angeles). Um dos grandes atrativos do filme, certamente, é a junção de temáticas como loucura e erotismo. Porém, além de traçar uma linha tênue entre estas temáticas o filme também sugere alguns questionamentos éticos e morais. Então aqui fica esta dica, perturbe-se, reflita, assista ao filme “Sem Controle”.  

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O homem que virou suco.


Sinopse

Dirigido por João Batista e vencedor de inúmeros prêmios como a Medalha de Ouro no festival de Moscou de 81, “O homem que virou suco” narra a história de um poeta nordestino que por não possuir documentos de identificação é confundido com o assassino de um grande empresário e por isso precisa caçar novos meios de sobrevivência.

Crítica

Com certeza o diferencial desta película está em abordar as adversidades e preconceitos vividos pelos nordestinos ao migrarem para as grandes capitais. Contudo, Deraldo José Da Silva (José Dumont), personagem principal do filme, não corresponde ao típico estereótipo do embrutecido operário nordestino, pois é dotado de um espírito livre e da consciência de ser um poeta. Devido a isso Deraldo reluta em ceder aos moldes do capitalismo e arriscar perder a sua verdadeira identidade.  Deste modo “O homem que virou suco” não deve ser encarado apenas como um filme que expõe a luta pela sobrevivência, mas sim como uma crítica sobre a supervalorização de uma cultura em detrimento de outra.